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	<title>Comentários sobre: Homossexualidade e Cura</title>
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	<description>Gestalt, Arte e Literatura</description>
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		<title>Por: Luiz Fernando Calaça</title>
		<link>http://lfcalaca.com/literatura/homossexualidade-e-cura.html#comment-1929</link>
		<dc:creator>Luiz Fernando Calaça</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 19:20:39 +0000</pubDate>
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		<description>Oi, Rosa.

Fico feliz por sua resposta. Acho que a melhor coisa que podemos fazer é justamente isso: tentar nos melhorar como pessoas e aceitar a diversidade. Creio que um grande erro que cometemos cotidianamente é tentar corrigir o outro usando como critério arbitrário os nossos valores e costumes, sem olhar para nossos próprios erros, defeitos e fragilidades. Se aprendermos a nos conhecer melhor e adotarmos uma postura mais humana e solidária em relação ao outro, certamente caminharemos para uma cura, no sentido de um cuidado ético com a humanidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, Rosa.</p>
<p>Fico feliz por sua resposta. Acho que a melhor coisa que podemos fazer é justamente isso: tentar nos melhorar como pessoas e aceitar a diversidade. Creio que um grande erro que cometemos cotidianamente é tentar corrigir o outro usando como critério arbitrário os nossos valores e costumes, sem olhar para nossos próprios erros, defeitos e fragilidades. Se aprendermos a nos conhecer melhor e adotarmos uma postura mais humana e solidária em relação ao outro, certamente caminharemos para uma cura, no sentido de um cuidado ético com a humanidade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: rosa</title>
		<link>http://lfcalaca.com/literatura/homossexualidade-e-cura.html#comment-1928</link>
		<dc:creator>rosa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 15:31:04 +0000</pubDate>
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		<description>Dr. Luiz Fernando,
Adorei seu texto, claro na sociedade em que vivemos vai sempre existir o preconceito e também esperança pra quem tem parente homossesuais de que exista cura é até compreensível pois estamos tratando muitas vezes de pessoas leigas que tem outros tipos de valores que erroneamente se acha correto, mais sabemos que todos somos livres pra viver o que achamos ser certo ou errado o estudo da antropologia traz essa visão de aceitar o outro apartir do referencial do outro com uma visão relativista.Olha não só conhecedora da ciência que é psicologia mais admiro muito essa profissão e pretendo na medida do possível melhorar como pessoa e na aceitação da diversidade humana.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dr. Luiz Fernando,<br />
Adorei seu texto, claro na sociedade em que vivemos vai sempre existir o preconceito e também esperança pra quem tem parente homossesuais de que exista cura é até compreensível pois estamos tratando muitas vezes de pessoas leigas que tem outros tipos de valores que erroneamente se acha correto, mais sabemos que todos somos livres pra viver o que achamos ser certo ou errado o estudo da antropologia traz essa visão de aceitar o outro apartir do referencial do outro com uma visão relativista.Olha não só conhecedora da ciência que é psicologia mais admiro muito essa profissão e pretendo na medida do possível melhorar como pessoa e na aceitação da diversidade humana.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Neto</title>
		<link>http://lfcalaca.com/literatura/homossexualidade-e-cura.html#comment-1927</link>
		<dc:creator>João Neto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 06:08:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://lfcalaca.com/literatura/homossexualidade-e-cura.html#comment-1927</guid>
		<description>Caro Luiz Fernando,

Fujo totalmente da minha área de conhecimento quando o assunto é psicologia, mas a capacidade de entendimento me permite, numa ousada análise crítica, perceber o quanto você é racional e lógico em todas as suas colocações. Parabéns pelo texto e pela postura em relação a um assunto ainda tão polemico. Nada contraditório... apenas demonstrações de profundo conhecimento e postura ético-profissional.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Luiz Fernando,</p>
<p>Fujo totalmente da minha área de conhecimento quando o assunto é psicologia, mas a capacidade de entendimento me permite, numa ousada análise crítica, perceber o quanto você é racional e lógico em todas as suas colocações. Parabéns pelo texto e pela postura em relação a um assunto ainda tão polemico. Nada contraditório&#8230; apenas demonstrações de profundo conhecimento e postura ético-profissional.</p>
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	<item>
		<title>Por: Luiz Fernando</title>
		<link>http://lfcalaca.com/literatura/homossexualidade-e-cura.html#comment-1832</link>
		<dc:creator>Luiz Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 03:16:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://lfcalaca.com/literatura/homossexualidade-e-cura.html#comment-1832</guid>
		<description>Claudio, 

Não sei exatamente de que lugar você fala, porém percebo que tem algum contato com a psicanálise. Concordo com você de que há uma onde de coisas &quot;politicamente corretas&quot; que constitui uma ideologia que perpassa atualmente a ciencia, em destaque à psicologia, já que dela nos referimos. Se há, no entanto, essa ideologia hoje, é por um posicionamento critico dessa ciência a sua história. Até recentemente a posição da psicologia foi a de estar a serviço da segregação social, entre normais e anormais, aptos e inaptos, competentes e incompetentes, etc, sendo requerido dela uma posição de ordenamento social a partir de seu pretenço poder de predizer e controlar o que é do humano. 

Hoje, no entanto, a meu ver - e na perspectiva que eu adoto - há uma preocupação pela ética, que não é simplesmente a ética do bem dizer, mas a ética do cuidado. Cuidado com o outro em sua humanidade. Não sei se a psicologia tem ferramentas para tratar coisa alguma, muito menos de curar. Podemos sim aprender a tratar o outro enquanto pessoa, para além de suas formas de ser no mundo, com respeito e consideração como humano.

Em sua colocação, ao meu ver, você coloca o &quot;homossexualismo&quot; no mesmo patamar da neurose, da psicose, dos transtornos, da pedofilia, da corrupção, das guerras. (Não vou discutir com você o uso do termo homossexualismo, a da atual adoção da expressão homossexualidade, embora tenha uma função ideológica importante, em termos de ressignificação do sentido desse fenômeno.) Ao colocar tudo no mesmo patamar, você fala de tratar e de combater. A meu ver não se deve tratar a homossexualidade pois ela não é doença nem transtorno, nem muito menos crime. Não é essência, mas é forma de existir. E pensando existencialmente, a essencia se faz na existencia, não é a priori nem determinista, mas um processo continuo de realização, de auto-realização, de atualização do si-mesmo. 

Quanto à onipotencia da psicologia e do psicologo em definir o rumo da terapia, digo-lhe apenas que, por mais que possamos dirijir - ou mostrar caminhos (que a meu ver me parece a melhor imagem pela qual compreendo o processo terapeutico) - não somos responsáveis pelos encaminhamentos da vida do cliente, mas somos responsáveis sim por estarmos atentos aos sinais que indicam algum nível de sofrimento que pode ser trabalhado e tratado no sentido de uma solução - que será a solução que será sempre a dada pelo cliente.  

O cliente, no entanto, muitas vezes chega ao consultório num sofrimento tão grande que não sabe sequer do que padece. Como ouvintes e testemunhas de seu sofrimento, pelo que nos é trazido como fala, choro e desespero, tentamos identificar o que está no entorno desse sofrimento, e descrevemos, e apontamos, e tentamos trabalhar no sentido de uma resolução, que traga para ele um alívio mínimo necessário para que continue sua vida. Não atendemos a demandas, mas acolhemos ela, e tentamos compreendê-la, junto com o cliente, buscando antever o sentido dessa demada, o caminho para onde ela aponta. Esse caminho, visto às vezes como único e inexorável, é apenas um dos muitos possiveis de serem escolhidos. 

Não sei se respondo sua pergunta. Não sei se fui contraditório, mas acredito que tentei ser coerente com minha ética profissional e pessoal. Confio menos na psicologia que na capacidade do homem de se aprimorar e se tornar pleno e se realizar em suas potencialidades. Olho para o humano enquanto um mudo rico de experiencia, inteiro e em constante crescimento. Não olho - ou tento não olhar - para o humano enquanto falta, desvio ou patologia. Esse é meu posicionamento ideologico ou ético. Esse é o lugar de onde eu falo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claudio, </p>
<p>Não sei exatamente de que lugar você fala, porém percebo que tem algum contato com a psicanálise. Concordo com você de que há uma onde de coisas &#8220;politicamente corretas&#8221; que constitui uma ideologia que perpassa atualmente a ciencia, em destaque à psicologia, já que dela nos referimos. Se há, no entanto, essa ideologia hoje, é por um posicionamento critico dessa ciência a sua história. Até recentemente a posição da psicologia foi a de estar a serviço da segregação social, entre normais e anormais, aptos e inaptos, competentes e incompetentes, etc, sendo requerido dela uma posição de ordenamento social a partir de seu pretenço poder de predizer e controlar o que é do humano. </p>
<p>Hoje, no entanto, a meu ver &#8211; e na perspectiva que eu adoto &#8211; há uma preocupação pela ética, que não é simplesmente a ética do bem dizer, mas a ética do cuidado. Cuidado com o outro em sua humanidade. Não sei se a psicologia tem ferramentas para tratar coisa alguma, muito menos de curar. Podemos sim aprender a tratar o outro enquanto pessoa, para além de suas formas de ser no mundo, com respeito e consideração como humano.</p>
<p>Em sua colocação, ao meu ver, você coloca o &#8220;homossexualismo&#8221; no mesmo patamar da neurose, da psicose, dos transtornos, da pedofilia, da corrupção, das guerras. (Não vou discutir com você o uso do termo homossexualismo, a da atual adoção da expressão homossexualidade, embora tenha uma função ideológica importante, em termos de ressignificação do sentido desse fenômeno.) Ao colocar tudo no mesmo patamar, você fala de tratar e de combater. A meu ver não se deve tratar a homossexualidade pois ela não é doença nem transtorno, nem muito menos crime. Não é essência, mas é forma de existir. E pensando existencialmente, a essencia se faz na existencia, não é a priori nem determinista, mas um processo continuo de realização, de auto-realização, de atualização do si-mesmo. </p>
<p>Quanto à onipotencia da psicologia e do psicologo em definir o rumo da terapia, digo-lhe apenas que, por mais que possamos dirijir &#8211; ou mostrar caminhos (que a meu ver me parece a melhor imagem pela qual compreendo o processo terapeutico) &#8211; não somos responsáveis pelos encaminhamentos da vida do cliente, mas somos responsáveis sim por estarmos atentos aos sinais que indicam algum nível de sofrimento que pode ser trabalhado e tratado no sentido de uma solução &#8211; que será a solução que será sempre a dada pelo cliente.  </p>
<p>O cliente, no entanto, muitas vezes chega ao consultório num sofrimento tão grande que não sabe sequer do que padece. Como ouvintes e testemunhas de seu sofrimento, pelo que nos é trazido como fala, choro e desespero, tentamos identificar o que está no entorno desse sofrimento, e descrevemos, e apontamos, e tentamos trabalhar no sentido de uma resolução, que traga para ele um alívio mínimo necessário para que continue sua vida. Não atendemos a demandas, mas acolhemos ela, e tentamos compreendê-la, junto com o cliente, buscando antever o sentido dessa demada, o caminho para onde ela aponta. Esse caminho, visto às vezes como único e inexorável, é apenas um dos muitos possiveis de serem escolhidos. </p>
<p>Não sei se respondo sua pergunta. Não sei se fui contraditório, mas acredito que tentei ser coerente com minha ética profissional e pessoal. Confio menos na psicologia que na capacidade do homem de se aprimorar e se tornar pleno e se realizar em suas potencialidades. Olho para o humano enquanto um mudo rico de experiencia, inteiro e em constante crescimento. Não olho &#8211; ou tento não olhar &#8211; para o humano enquanto falta, desvio ou patologia. Esse é meu posicionamento ideologico ou ético. Esse é o lugar de onde eu falo.</p>
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	<item>
		<title>Por: Cláudio</title>
		<link>http://lfcalaca.com/literatura/homossexualidade-e-cura.html#comment-1821</link>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 23:30:38 +0000</pubDate>
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		<description>Fernado, esse seu texto contém algumas contradições:

1 -   homossexualismo não é doença. Neurose, hoje em dia também não é considerada doença, e sim transtorno, e por causa disso não se trata?

2 - Homossexualismo é uma condição existencial.  Neuroses e psicoses também   são formas de ser, então tem que haver uma regra ética de não tratamento desses quadros clínicos?

3 -  O homossexualismo sempre existiu e sempre existirá.  A pedofilia, o roubo, a corrupção, as guerras etc também sempre existiram, então não se deve  combater essas coisas?

4 - Não existe essência. Correto. Então Como pode essa afirmação que o homossexualismo não tem cura, se não existe essência, existe mudança constante. Ou tudo  não tem essência, menos o homossexualismo.

5 - Onipotência do psicólogo.   Contradição maior do seu texto, pois não é papel do psicólogo, baseado nessa sua afirmação extremamente correta, de dizer ao paciente, quando este o procura  que a sua demanda de tratamento terá que ser modificada, já que  o psicólogo é aquele que já sabe de antemão o quê é bom e certo para ele. Como se a demanda do paciente tivesse que se adequar ao corporativismo ideológico dessa instituição. Essa fraqueza, pelo menos por enquanto,  a psicanálisse não é acometida, pois ela  ainda sabe,  da  proposição abaixo:

Para toda afirmativa existe uma negativa.

O quê me parece ser o problema da psicologia  moderna é que ela se transformou num dos canais de expresssão do chamado discurso politicamente correto, correto segundo o julgamento dela mesma.

Enfim, não é papel da psicologia  proclamar ou não  que o homossexualismo, heterossexualismo, bisseualismo, ou seja lá o que  for é ou não tratável.  Mas existem os interresses ideológicos dentro da própria psicologia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernado, esse seu texto contém algumas contradições:</p>
<p>1 &#8211;   homossexualismo não é doença. Neurose, hoje em dia também não é considerada doença, e sim transtorno, e por causa disso não se trata?</p>
<p>2 &#8211; Homossexualismo é uma condição existencial.  Neuroses e psicoses também   são formas de ser, então tem que haver uma regra ética de não tratamento desses quadros clínicos?</p>
<p>3 &#8211;  O homossexualismo sempre existiu e sempre existirá.  A pedofilia, o roubo, a corrupção, as guerras etc também sempre existiram, então não se deve  combater essas coisas?</p>
<p>4 &#8211; Não existe essência. Correto. Então Como pode essa afirmação que o homossexualismo não tem cura, se não existe essência, existe mudança constante. Ou tudo  não tem essência, menos o homossexualismo.</p>
<p>5 &#8211; Onipotência do psicólogo.   Contradição maior do seu texto, pois não é papel do psicólogo, baseado nessa sua afirmação extremamente correta, de dizer ao paciente, quando este o procura  que a sua demanda de tratamento terá que ser modificada, já que  o psicólogo é aquele que já sabe de antemão o quê é bom e certo para ele. Como se a demanda do paciente tivesse que se adequar ao corporativismo ideológico dessa instituição. Essa fraqueza, pelo menos por enquanto,  a psicanálisse não é acometida, pois ela  ainda sabe,  da  proposição abaixo:</p>
<p>Para toda afirmativa existe uma negativa.</p>
<p>O quê me parece ser o problema da psicologia  moderna é que ela se transformou num dos canais de expresssão do chamado discurso politicamente correto, correto segundo o julgamento dela mesma.</p>
<p>Enfim, não é papel da psicologia  proclamar ou não  que o homossexualismo, heterossexualismo, bisseualismo, ou seja lá o que  for é ou não tratável.  Mas existem os interresses ideológicos dentro da própria psicologia.</p>
]]></content:encoded>
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