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	<title>Comentários sobre: Linguagem e a poesia na Psicanálise: transitos entre Lacan e Octávio Paz e um olhar incerto para o futuro.*</title>
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	<description>Gestalt, Arte e Literatura</description>
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		<title>Por: J.Trindade</title>
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		<dc:creator>J.Trindade</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Feb 2011 11:44:27 +0000</pubDate>
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		<description>Estes cruzamentos teóricos são bem acolhidos por mim! Abraços

www.odisseiasubjetiva.blogspot.com</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estes cruzamentos teóricos são bem acolhidos por mim! Abraços</p>
<p><a href="http://www.odisseiasubjetiva.blogspot.com" rel="nofollow">http://www.odisseiasubjetiva.blogspot.com</a></p>
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		<title>Por: Luiz Fernando Calaça</title>
		<link>http://lfcalaca.com/psicologia/linguagem-e-poesia-na-psicanalise-transitos-entre-lacan-e-octavio-paz-e-um-olhar-incerto-para-o-futuro.html#comment-1980</link>
		<dc:creator>Luiz Fernando Calaça</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 03:15:03 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Julini,

Não sei lhe responder essa pergunta do ponto de vista da psicanálise, pois não sou psicanalista, mas posso ensaiar uma compreensão pela via da Gestalt Terapia e da Psicologia Analítica.

Creio qua a linguagem trazida pelo cliente na clínica já traz uma estruturação que é atual, ou atualizada a cada momento. Não considero que haja uma estrutura preexistente. Sei que a Psicanálise considera, mas nã Gestalt não, e  na Analítica, pelo que tenho estudado atualmente, fala mais de disposições e tendências, que necessariamente de estruturas, variáveis a cada contexto.

Na minha experiencia clínica, o trauma se configura como uma gestalt inacabada, que em termos da Psicologia analítica, teria paralelo possível com os complexos constelados. Em ambos os casos, há sim uma energia acumulada e bloqueada, e um retorno incessante, uma intromissão dessa energia (pulsional) sobre a vida atual do sujeito, em suas mais diversas situações, às vezes num movimento cristalizado e de generalização.

A estrutura que deveria ser fluida se torna rígida. A linguagem que deveria ser poética, assertiva e criativa, se torna repetitiva, monótona, monotemática. O processo de crescimento se paralisa numa atrofia estereotipada, no retorno sempre ao mesmo atualizado indefinidamente.

É o que posso te dizer. Não penso em estruturas, mas em processos. O trauma PODE paralisar o fluxo natural do processo. É tentar alcançar um modo de retomar esse fluxo, através do desatar dos nós, da reconfiguração do complexo numa nova forma conscientizada, e a figura inacabada para que surjam novas figuras.

Acho que é isso o que te posso dizer.

Luiz</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Julini,</p>
<p>Não sei lhe responder essa pergunta do ponto de vista da psicanálise, pois não sou psicanalista, mas posso ensaiar uma compreensão pela via da Gestalt Terapia e da Psicologia Analítica.</p>
<p>Creio qua a linguagem trazida pelo cliente na clínica já traz uma estruturação que é atual, ou atualizada a cada momento. Não considero que haja uma estrutura preexistente. Sei que a Psicanálise considera, mas nã Gestalt não, e  na Analítica, pelo que tenho estudado atualmente, fala mais de disposições e tendências, que necessariamente de estruturas, variáveis a cada contexto.</p>
<p>Na minha experiencia clínica, o trauma se configura como uma gestalt inacabada, que em termos da Psicologia analítica, teria paralelo possível com os complexos constelados. Em ambos os casos, há sim uma energia acumulada e bloqueada, e um retorno incessante, uma intromissão dessa energia (pulsional) sobre a vida atual do sujeito, em suas mais diversas situações, às vezes num movimento cristalizado e de generalização.</p>
<p>A estrutura que deveria ser fluida se torna rígida. A linguagem que deveria ser poética, assertiva e criativa, se torna repetitiva, monótona, monotemática. O processo de crescimento se paralisa numa atrofia estereotipada, no retorno sempre ao mesmo atualizado indefinidamente.</p>
<p>É o que posso te dizer. Não penso em estruturas, mas em processos. O trauma PODE paralisar o fluxo natural do processo. É tentar alcançar um modo de retomar esse fluxo, através do desatar dos nós, da reconfiguração do complexo numa nova forma conscientizada, e a figura inacabada para que surjam novas figuras.</p>
<p>Acho que é isso o que te posso dizer.</p>
<p>Luiz</p>
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		<title>Por: Juline</title>
		<link>http://lfcalaca.com/psicologia/linguagem-e-poesia-na-psicanalise-transitos-entre-lacan-e-octavio-paz-e-um-olhar-incerto-para-o-futuro.html#comment-1979</link>
		<dc:creator>Juline</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 19:53:43 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, Luiz.
Primeiramente, parabéns pela clareza e articulaçãos de ideias presentes no seu texto.
Atualmente faço algumas leituras acerca do trauma em termos da Psicanálise e procuro aprofundá-las no que diz respeito à relação entre Linguagem e Psicanálise; haja vista que pessoas que sofrem esse afluxo pulsional excessivo, segundo pesquisas, têm dificuldade de apresentar uma narrativa tradicional sobre o seu trauma vivido, isto é, de articular a narrativa dos acontecimentos com uma estrututa previamente existente. Você poderia me dizer de que forma a Linguagem, em termos psicanalíticos, influencia o &quot;indizível&quot; do trauma?
Obrigada desde já!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Luiz.<br />
Primeiramente, parabéns pela clareza e articulaçãos de ideias presentes no seu texto.<br />
Atualmente faço algumas leituras acerca do trauma em termos da Psicanálise e procuro aprofundá-las no que diz respeito à relação entre Linguagem e Psicanálise; haja vista que pessoas que sofrem esse afluxo pulsional excessivo, segundo pesquisas, têm dificuldade de apresentar uma narrativa tradicional sobre o seu trauma vivido, isto é, de articular a narrativa dos acontecimentos com uma estrututa previamente existente. Você poderia me dizer de que forma a Linguagem, em termos psicanalíticos, influencia o &#8220;indizível&#8221; do trauma?<br />
Obrigada desde já!</p>
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	<item>
		<title>Por: Fabiano Maciel - USF Itatiba</title>
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		<dc:creator>Fabiano Maciel - USF Itatiba</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 00:52:33 +0000</pubDate>
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		<description>Arrasouuuuuuuuuuuuuuuu !!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Arrasouuuuuuuuuuuuuuuu !!!</p>
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	<item>
		<title>Por: Luiz Fernando Calaça</title>
		<link>http://lfcalaca.com/psicologia/linguagem-e-poesia-na-psicanalise-transitos-entre-lacan-e-octavio-paz-e-um-olhar-incerto-para-o-futuro.html#comment-58</link>
		<dc:creator>Luiz Fernando Calaça</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 14:08:03 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Lucas,

Até hoje me perco nessa relação entre significado e significante, da Psicanálise. às vezes acho que a Psicanálise se torna complexa por prolixidade e hermetismo, que mustos psicanalistas adotam em sua linguagem. Vejo a linguagem como mais fluida e próxima da vida, sem categorias clínicas ou sintomas, mas na vivência cotidiana e nos nossos atos de significação do mundo. O poeta transcende o ordinário na poesia, mas está o tempo inteiro vinculado ao mundo e à vida. Freud foi fantastico na Psicopatologia da Vida Cotidiana, por se voltar para essa dimensão existencial das pequenas coisas banais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Lucas,</p>
<p>Até hoje me perco nessa relação entre significado e significante, da Psicanálise. às vezes acho que a Psicanálise se torna complexa por prolixidade e hermetismo, que mustos psicanalistas adotam em sua linguagem. Vejo a linguagem como mais fluida e próxima da vida, sem categorias clínicas ou sintomas, mas na vivência cotidiana e nos nossos atos de significação do mundo. O poeta transcende o ordinário na poesia, mas está o tempo inteiro vinculado ao mundo e à vida. Freud foi fantastico na Psicopatologia da Vida Cotidiana, por se voltar para essa dimensão existencial das pequenas coisas banais.</p>
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		<title>Por: Lucas Nápoli</title>
		<link>http://lfcalaca.com/psicologia/linguagem-e-poesia-na-psicanalise-transitos-entre-lacan-e-octavio-paz-e-um-olhar-incerto-para-o-futuro.html#comment-57</link>
		<dc:creator>Lucas Nápoli</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 01:39:01 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Luís, conheci seu blog através do BlogBlogs. Gostei muito do seu texto. Assim como o poeta, o analita deve possuir esse talento para enxergar a materialidade do signifcante desvinculado do &quot;empuxo ao sentido&quot; que o Imaginário produz. Ele deve ser capaz de ver que não se cola um significante a um significado, mas que é a articulação entre os significantes que produz o sentido. Essa capacidade, que Freud demonstra tão bem em &quot;Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana&quot; deve estar aliada a uma habilidade para tratar também o gozo, ou em termos mais freudianos, a libido vinculada aos significantes, móbil da satisfação da qual o neurótico não consegue se desgarrar. É exatamente esse tratamento do gozo o tema que vislumbro como objeto de pesquisa para o futuro.

Muito bom conhecer esse espaço.

Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Luís, conheci seu blog através do BlogBlogs. Gostei muito do seu texto. Assim como o poeta, o analita deve possuir esse talento para enxergar a materialidade do signifcante desvinculado do &#8220;empuxo ao sentido&#8221; que o Imaginário produz. Ele deve ser capaz de ver que não se cola um significante a um significado, mas que é a articulação entre os significantes que produz o sentido. Essa capacidade, que Freud demonstra tão bem em &#8220;Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana&#8221; deve estar aliada a uma habilidade para tratar também o gozo, ou em termos mais freudianos, a libido vinculada aos significantes, móbil da satisfação da qual o neurótico não consegue se desgarrar. É exatamente esse tratamento do gozo o tema que vislumbro como objeto de pesquisa para o futuro.</p>
<p>Muito bom conhecer esse espaço.</p>
<p>Um abraço.</p>
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	<item>
		<title>Por: Michelle</title>
		<link>http://lfcalaca.com/psicologia/linguagem-e-poesia-na-psicanalise-transitos-entre-lacan-e-octavio-paz-e-um-olhar-incerto-para-o-futuro.html#comment-37</link>
		<dc:creator>Michelle</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 17:10:12 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Luís,

eu adorei o seu texto pois quando li o que o Lacan escreveu: &quot;o poeta se antecipa à psicanálise&quot; quis saber por que, como e assim por diante...Então decidi  fazer o mestrado de literatura na UFSC, pois além de amar psicanálise sempre amei escrever...

Gostaria de manter contato com você, o que você pensa sobre isso?

Abraços,
Michelle</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Luís,</p>
<p>eu adorei o seu texto pois quando li o que o Lacan escreveu: &#8220;o poeta se antecipa à psicanálise&#8221; quis saber por que, como e assim por diante&#8230;Então decidi  fazer o mestrado de literatura na UFSC, pois além de amar psicanálise sempre amei escrever&#8230;</p>
<p>Gostaria de manter contato com você, o que você pensa sobre isso?</p>
<p>Abraços,<br />
Michelle</p>
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